sábado, 9 de abril de 2011

Como recuperar a forma após o parto

Como recuperar a antiga forma/ Especialistas respondem às principais dúvidas que minam a autoestima das mamães nos primeiros meses após o parto


Olhar-se no espelho não é uma tarefa fácil para quem acabou de ter um filho. Depois do parto, é normal a pele do abdômen ficar mais flácida e, às vezes, marcada pelas estrias. Pode acontecer também de o rosto ganhar algumas manchas, e as pernas, varizes. E, dependendo de como você se alimentou na gravidez, alguns quilos extras costumam dar as caras aqui e ali.

Nessa hora, o melhor a fazer é dar tempo ao tempo. Sem se desesperar, pense que você precisará de pelo menos entre seis e noves meses, ou mais, para recuperar as formas que tinha antes de engravidar. Ainda assim, é possível que algumas marcas continuem lá, principalmente na pele, embora já existam tratamentos para muitos desses casos. O importante é não ser tão exigente consigo mesma nesse período. Confira o que os especialistas têm a dizer sobre isso.
Durante a gravidez, principalmente nos dois trimestres finais dela, a mulher ganha em geral 8 a 10 kg. Qualquer coisa além dessa faixa significa riscos de desconforto, com peso, inchaço, diabetes gestacional e mal-estar geral.
Logo depois do parto, perde-se até 6 kg entre o peso do bebê, a placenta, o líquido amniótico e a redução do inchaço. Os 2 a 4 kg restantes são reservas de gordura que podem ser utilizadas para suprir o aumento da demanda calórica do corpo para o período de amamentação, principalmente nos três primeiros meses pós-nascimento.
Ou seja, a mãe precisa de mais energia para produzir leite. De qualquer forma, a perda de peso no período depois do parto varia de uma mulher para outra. Além de fatores individuais, como altura, metabolismo e herança dos pais, também interferem nesse processo a amamentação, que ajuda a queimar gorduras pelo dispêndio calórico, a alimentação e a atividade física.
Não. A falta de nutrientes pode comprometer a produção de leite. O ideal é manter uma alimentação diária com duas a quatro frutas, de três a cinco porções de hortaliças (com exceção de tubérculos, como batata e mandioquinha), de sete a 11 porções de carboidratos, duas ou três porções de carnes, ovos e feijões e duas ou três porções de leite. Mas vale saber que amamentar faz você queimar mais calorias que o usual – entre 500 e mil calorias a mais.

O retorno às atividades físicas depende da alta do obstetra. Ele vai levar em consideração o tipo de parto, cesárea ou vaginal, avaliar eventuais intercorrências, como perda anormal de sangue, e só então dar essa orientação. Em geral, atividades físicas de academias são liberadas 60 dias depois do parto. A alta para caminhadas e alongamentos pode acontecer antes, entre 30 e 40 dias. Mulheres que sempre fizeram atividade física têm mais facilidade para voltar a se exercitar. Agora, é importante ir com calma. Muito exercício pode comprometer a produção de leite. Lembre-se de que o foco nessa fase é cuidar da criança e não ganhar músculos. Atividades como ioga e hidroginástica nesse período também são muito bem-vindas
Isso é normal. Afinal, a pele ficou esticada por meses para acomodar o bebê e precisa de tempo para retomar sua forma original. O próprio útero também precisa de tempo para voltar à cavidade pélvica. Em geral, isso acontece em até 40 dias. Mães com outros filhos e mulheres que fizeram parto cesáreo têm de esperar um pouco mais. Nessa hora, a utilização da cinta ajuda no conforto ao andar, principalmente no parto cesáreo. Mas ela também interfere na circulação sanguínea local, o que pode não ser tão desejável. Portanto, use-a com parcimônia.

O excesso de pele demora a sumir. A qualidade da pele, o tipo de cicatrização e as características da gravidez atenuam ou agravam esse processo. Por isso, é tão importante retomar um programa leve de atividade física assim que receber alta obstétrica, além de seguir uma dieta balanceada. Agora, se o excesso de pele não some, em geral porque a mulher já estava acima do peso ou engordou demais durante a gestação, há a opção da cirurgia plástica, obrigatoriamente depois do período de amamentação. Só avalie se vale mesmo a pena fazê-la porque, se a ideia for ter outros filhos, não compensa.

Em geral, as manchas surgem na segunda metade da gravidez. Elas marcam uma borboleta no rosto, escurecem a aureola dos seios, virilhas e axilas e desenham a linha nigra no abdômen. É um fenômeno provocado pelo desajuste hormonal durante a gestação, que aumenta a concentração de pigmentação escura nessas regiões e torna a pele mais sensível ao sol. Para evitá-las ou amenizá-las, a única medida possível é se proteger dos raios solares com cremes bloqueadores, roupas, chapéus e lugares sombreados. As manchas tendem a perder intensidade depois do parto. Em muitos casos, desaparecem com a volta da menstruação. Caso isso não ocorra, vale a pena procurar um dermatologista. Existem tratamentos eficazes com substâncias despigmentantes, como ácido retinoico e hidroquinona, e até aplicações de laser. Mas atenção: jamais use produtos cosméticos sem a orientação médica, alguns deles podem agravar o problema das manchas.
As estrias surgem em cerca de 90% das mulheres entre o sexto e o sétimo mês de gravidez. Elas atingem principalmente o abdômen e as mamas. Contribuem para o aparecimento de estrias a distensão muscular da barriga, os desajustes hormonais na gravidez, o ganho de peso e a propensão familiar.

Embora muitas mulheres usem os clássicos óleos e cremes para tratá-las, não há nenhuma evidência científica de sua eficácia. Na verdade, não existem tratamentos com eficácia comprovada contra as estrias. Uma vez instaladas, elas vão sofrer sua evolução natural. É como uma fibra de tecido que se esgarça e não dá para costurar.

Aqui o melhor a fazer, principalmente as mulheres com tendência a desenvolvê-las, é evitar o ganho excessivo de peso, comendo de forma saudável e fazendo exercícios físicos regulares. No período pós-parto, para amenizá-las, pode-se tentar algumas opções, como a aplicação de laser.
As varizes têm a ver com o aumento do volume sanguíneo durante a gestação e também com a dificuldade de circulação nas partes baixas do corpo provocada pela expansão do útero. Essa estagnação do sangue faz com que os vasos se dilatem, principalmente nas pernas e nas hemorroidas (ânus). Elas tendem a regredir a partir do nascimento do bebê. Caso isso não aconteça, há várias opções de tratamento, entre elas a aplicação de laser, que você pode experimentar após o período de amamentação.
A queda de cabelos entre lactantes é conhecida como eflúvio telógeno pós-parto. Ele se caracteriza por uma intensa perda de fios capilares que começa entre o segundo e o quinto mês a partir do nascimento do bebê. Em geral, a queda de cabelos dura de um a cinco meses, podendo, em alguns casos, persistir por até 15 meses.

Esse fenômeno decorre da ação hormonal durante a gravidez, que impede ou diminui a queda natural dos cabelos. Assim, no período pós-parto, com a retomada do ajuste hormonal, os fios que não caíram começam a despencar de uma vez. Algumas mulheres podem precisar de tratamento estético durante o período de queda de cabelos para disfarçar o problema. Mas atenção: converse com seu médico antes para ter certeza de que o tratamento não vai agravar em vez de atenuar o problema.

2 comentários:

Cacarol disse...

Cacarolinha é uma personagem,tal como muitas outras que andam por aí!
As suas principais características são a doçura e a delicadeza!
É também bem formada e incapaz de fazer ou dizer mal de alguém...
Adora pessoas e personagens!
É ingénua...
Pede tudo que precisa,incluindo opiniões/sugestões!
Detesta incomodar ou chatear...
Não é burra nem está em vias de extinção!
Veio para ficar!
Atreve-te e segue a Cacarolinha...

Studio ANX disse...

Graças a Deus depois de 7 meses do nascimento da minha filha consegui voltar ao meu peso de antes de engravidar.Engordei uns 16kg na minha gravidez e o que achou na perda de peso com certeza foi a amamentação.

Beijos

Ana
www.eroupasdebebe.com